Final do trabalho
minha banca ocorreu dia 07 de dezembro, auditorio Banespa, com Lucia Leao e Rosangela Leote. Nove e meio
Anotações para o trabalho de conclusão de curso de Comunicação e Multimeios da PUC-SP.
minha banca ocorreu dia 07 de dezembro, auditorio Banespa, com Lucia Leao e Rosangela Leote. Nove e meio
Fui parar na PUC por causa de um livro chamado Interlab, organizado pela Lúcia Leão, que comprei num final de mês solitário na Nobel. Vi que algumas pessoas que escreveram artigos para o livro eram da PUC e lá fui eu procurar referências. Daí vi a Lúcia na TV, falando do livro, diretamente do 5o. andar do Prédio Novo.
Acabei um dos fichamentos do "Matière et memoire". Confirmações encontradas aí: muito se refere à percepção quando se trata de obra de arte. Vide Gestalt. Mas a que o que se percebe se relacionará? Memórias! O tempo da percepção é o tempo real, relacionado com a nossa realidade física. O tempo da memória é uma virtualização do espaço, um lugar, representação construída da realidade, em que nos colocamos para contemplar, compreender os novos espaços e tempos que se desvelam.
Como era de se esperar, atoladíssimo esse semestre! PQP!
Não consigo dormir pensando no semestre que me espera. É o último da graduação. trabalho triplicado. Medo. Não sei se é crise do final do curso ou medo das minhas próprias limitações, ou da falta do costume, perdido em dias de ócio criativo, de devorar coisas e livros. Dorme o leão. Eu não.
ah, primeira coisa: vi que eu não teria tempo de concluir a pesquisa para o TCC. É um saco a burocracia de tempo-limite, mas é assim que funciona, infelizmente. Acabei fazendo o que cansaram de me recomendar: peneirar bem o assunto. Acabei mudando o tema, pra ficar mais fácil e cumprir com a burocracia: tempo e memória na hipermídia. Assim fico na minha área mesmo, tratando das coisinhas digitais... eu que sou um tamagoshi de tão virtual que sou já gostei.
A minha orientadora me recomendou mudar um pouco o projeto. Também acho que ele estava meio vago e parecia mesmo pretensioso: itens demais na bibliografia (eu tinha 30 itens), tudo meio fora de padrão. As observações que ela fez são super pertinentes.
fonte do artigo
LIVING MEMORY
COMMUNITY AND COMMUNICATION IN THE ERA OF NETWORKS
Esses são autores que acho interessantes e os utilizarei como ponto de partida. Penso que durante a feitura do trabalho de conclusão poderei fazer mais correlações.
ADES, Cesar – Qualidade e intensidade do afeto como determinantge da memória cotidiana – P 150 P
ALLIEZ, Eric - "Imagem-maquina : a era das tecnologias do virtual"
BAITELLO, Norval - "O animal que parou os relógios" e "Era da Iconofagia"
BENJAMIN, Walter – textos selecionados
BERGSON, Henri "Matéria e memória"
CAMINHO DA LUZ. Direção: Marcelo Corrêa
ELETROREFLEXOGRAMA. Direção: Marcelo Corrêa. Intérprete: Marília Jardim
FLUSSER, Vilém “A História do Diabo”
HEIDEGGER - Qualquer coisa sobre o tempo e "ser"
JUNG, Carl - "O homem e seus símbolos", "Sincronicidade"
KANT, Immanuel - "Crítica da razão", "Fundamentação da metafísica dos costumes"
LEAO, Lúcia - "O chip e o caleidoscópio", “Labirintos do pensamento contemporâneo”
LEIA-ME. Direção: Marcelo Corrêa. Intérprete: Marília Jardim.
NIETZSCHE, Friedrich - "Assim falou Zaratustra" ("Eterno retorno")
PRIGOGINE, Ilya - " O Fim das Certezas: Tempo, Caos e as Leis da Natureza" ou "As leis do caos" ou "O nascimento do tempo" ?
ROMANO, Ruggero – Enciclopédia Einaudi – R036 9 E56
SCHOPENHAUER, Arthur – O mundo como vontade e representação. 192.7 S373mc
WIKIPEDIA
WOLF, Mauro - "Teorias da Comunicação"
Parte integrante do pré-projeto. Está bom?
"São conhecidas as exíguas chances de fazer um produto de mídia no qual a originalidade seja tônica. Os novos paradigmas da produção de peças midiáticas repousam nas quase infinitas possibilidades de agenciamento de referências, fazendo com que os produtores de conteúdo tornassem bricoladores de técnicas e modos de representação provenientes de algum momento histórico. Dentre os fatores que corroboram com este cenário, podemos citar a Internet, que coloca à disposição de seus usuários diversas temporalidades, por exemplo, a histórica, a pessoal, a de uma cultura específica, entre outras. Conhecer o fenômeno das temporalidades, e mesmo o do Tempo, presente nos produtos de comunicação contribui para uma maior consciência para melhores agenciamentos nos mesmos. Tal consciência pode ser adquirida em um estudo para o qual colaboram aparentemente distintas áreas do saber. O que diz a Física, os textos de cultura, e a vivência individual acerca do Tempo? Em que tais saberes podem colaborar para a área da Comunicação Social? As categorias de tempo ou temporalidades podem servir como análise qualitativa de produtos midiáticos?
Sobre a utilização das mídias digitais como repositório de memória: qual a durabilidade dos novos suportes? Quem tem o suporte midiático mais durável: o homem que utilizou as paredes das cavernas, nós que arquivamos nossas memórias em mídias digitais disponíveis, ou as ditas “celebridades” que utilizam a grande mídia? No auge da pintura figurativa, posar um retrato era eternizar sua imagem. Com o barateamento das câmeras digitais, a eternidade está acessível? Estamos comprando um sonho de eternidade? Questionamentos como este brotam a cada incursão nos cruzamentos entre o Tempo, a Memória e a Mídia; sendo assim acredito que o estudo será válido e útil para produtores de mídia."
Vai aqui o resumo do projeto, que ainda não foi corrigido pela minha orientadora. Acho normal estar um pouco inseguro e ainda sentir que falta alguma coisa. O projeto é um bom desafio!
"Prentende-se tratar da correlação entre tempo e memória, sempre presentes nos produtos midiáticos.
Para falar de tempo, pretende-se fazer o cruzamento de fontes originárias de áreas do saber distintas para qualificá-lo de modo holístico: textos de cultura provenientes do Budismo e da Cabala, na literatura, o tempo para a Física – apoiando-se, sobretudo em Ilya Progogine e Albert Einstein – o tempo assim como percebido pelo o indivíduo e por sua memória. Algumas categorias temporais inerentes ao desenvolvimento humano histórico e presentes nos produtos de comunicação serão também analisadas, como por exemplo, o tempo mítico, o circular, o absoluto e o hipertempo.
Desde que o homem toma consciência de sua finitude, procura suportes cuja duração seja maior que sua existência, o que garantirá sua permanência nos laços sociais. Daí vem a importância de se aprofundar no tema “memória” para averiguar do que a memória individual e a coletiva lançam mão para sedimentarem-se e como se dá a manifestação destes tipos de memória nos meios de comunicação.
O tema “mídia” estará presente nas análises de tempo e memória, sendo que pretende-se, na parte final do trabalho, elaborar as conclusões da pesquisa focando-se em exemplos de diversos suportes."

"Both Russell (1946) and Kolakowski, (1968) saw Hume as a positivist holding the view that true knowledge derives only from the experience of events, from ‘impressions on the senses’ or (later) from ‘sense data’ and that knowledge otherwise obtained was ‘meaningless’. Einstein (1915) wrote that he was inspired by Hume's positivism when formulating his Special Theory of Relativity."
Bolinho de Chuva: "- 2 colher(es) (sopa) de margarina Qualy Sadia
Charles Sanders Peirce - Wikipédia: "A Fenomenologia é a ciência que permeia a semiótica de Peirce, e deve ser entendida nesse contexto. Para Peirce, a Fenomenologia é a descrição e análise das experiências do homem, em todos os momentos da vida. Nesse sentido, o fenômeno é tudo aquilo que é percebido pelo homem, seja real ou não. Seus estudos levaram ao que ele chamou de Categorias do Pensamento e da Natureza, ou Categorias Universais do Signo. São elas a Primeiridade, que corresponde ao acaso, ou o fenômeno no seu estado puro que se apresenta à consciência, a Secundidade, corresponde à ação e reação, é o conflito da consciência com o fenômeno, buscando entendê-lo. Por último a Terceiridade, ou o processo, a mediação. É a interpretação e generalização dos fenômenos."
O mundo como vontade e representação - Wikipédia: "A tese básica de sua concepção filosófica é a de que o mundo só é dado à percepção como representação: o mundo, pois, é puro fenômeno ou representação. O centro e a essência do mundo não estão nele, mas naquilo que condiciona o seu aspecto exterior, na 'coisa em si' do mundo, a qual Schopenhauer denomina 'vontade' (o mundo por um lado é representação e por outro é vontade). O mundo como representação é a 'objetividade' da vontade (vontade feita objeto - submetida ao princípio formal do conhecimento, o princípio de razão). Essa objetividade se faz em diferentes graus, passando pelas forças básicas da natureza, pelo mundo orgânico, pelas formas de vida primitivas e avançadas, até chegar no grau de objetividade mais alto por nós conhecido, o ser humano. "
Arthur Schopenhauer - Wikipédia: "O pensamento de Schopenhauer parte de uma interpretação de alguns pressupostos da filosofia kantiana, em especial de sua concepção de Fenômeno. Esta noção leva Schopenhauer a postular que o mundo não é mais que Representação. Esta conta com dois pólos inseparáveis: por um lado, o objeto, constituído a partir de espaço e tempo; por outro, a consciência subjetiva acerca do mundo, sem a qual este não existiria. Contudo, Schopenhauer rompe com Kant, uma vez que este afirma a possibilidade da consciência alcançar a Coisa-em-si, isto é, a realidade não fenomênica. Segundo Schopenhauer, ao tomar consciência de si, o homem se experiencia como um ser movido por aspirações e paixões. Estas constituem a unidade da Vontade, compreendida como o princípio norteador da vida humana. Voltando o olhar para a natureza, o filósofo percebe esta mesma Vontade presente em todos os seres, figurando como fundamento de todo e qualquer movimento. Para Schopenhauer, a Vontade corresponde à Coisa-em-si; ela é o substrato último de toda realidade.
SCHOPENHAUER AND BUDDHISM: "As a matter of fact, it can be disputed if Schopenhauer's philosophy and Buddhism do indeed breathe the same atmosphere. Schopenhauer often put emphasis on Buddhism's pessimistic outlook on earthly existence,(4) but compared to his world view, which is very severe, Buddhism seems almost cheerful. The Sanskrit word du.hkha, by which existence is typified in the first of the Buddha's Four Noble Truths, is usually translated as 'suffering', but it also has the connotation of 'unrest'. In fact, the first Truth is about the transitoriness of life, and how this deprives man of inner peace. To be sure, this is not opposed to anything Schopenhauer said, but it lacks the sheer disgust of life that is characteristic of his doctrine. Yet again. it may be unfair to compare the mood of one man's philosophy with the blended mood of Buddhist literature, with its countless authors. There will undoubtedly be Buddhist texts in which life is depicted in a Schopenhauerian or even more horrifying way. Still, this all goes to show that atmosphere, however crucial to any philosophy of life, should not be too big a factor in comparing two doctrines. Both Schopenhauerian and Buddhist philosophy express a certain Weltanschauung; therefore cerebral analysis alone will not reveal the real meaning of either--a fair amount of hermeneutical proficiency is also required. But this does not alter the fact that both lines of thought P.256 should be compared as specifically as possible if philosophical connections or differences are to be established. For one thing, the comparativist should be dealing with more than Buddhism as such,(5) since there exists a variety of philosophical views within this religion. It is not even enough when a distinction is made between Hiinayaana and Mahaayaana Buddhism, (6) because the history of the latter contains such diverging schools of thought as the Maadhyamika and the Yogaacaara, both of which had a long and irregular development out of their common root, Praj`naapaaramitaa literature. Any worthwhile comparison must involve these four basic forms of Buddhist philosophy in their own right.
Media Temporalities in the Internet: "Abstract
Space-time theories of consciousness - definition of Space-time theories of consciousness in Encyclopedia: "Space-time theories of consciousness relate the geometrical features of conscious experience, such as viewing things in space-time at a point, to the geometrical properties of the universe itself. These theories sometimes make specific predictions and so their proponents assert that they should be considered as protoscience rather than pseudoscience. This article is included to provide an insight into highly speculative physical thinking on the problem of consciousness, it is an extension of the philosophy of consciousness and should be read as ideas, not facts.
Gilles Deleuze's Time Machine - Questia Online Library: "4 TIME AND MEMORY, ORDERS AND POWERS
What is Time?: "When was the 'Start of Everything'?
The Torah Science Foundation -- Where Kabbalah meets Science: "From this we may conclude that hod is the consciousness of temporality whereas its partner, netzach, is the consciousness of eternity (the word “netzach” itself means “eternity”). In the union of netzach and hod, Isaachar and Zevulun, eternity unites with temporality, eternal values enliven temporal values, and temporal values become the means to manifest eternal values."
Buddhism A to Z "T": "The Buddhist teaching about time is closely linked to the doctrine of impermanence (see entry). What we see as the passage of time when analyzed in large segments becomes ungraspable when analyzed on the level of single moments of time. Nonetheless, when operating on the ordinary level of discourse, the Buddha taught about the passage of time on both the macrocosmic and microcosmic levels. Just as all beings are born, grow old, get sick and die, so too do entire world-systems come into being, achieve stasis, decay, and cease to be. And every moment of thought can also be seen as coming into being, abiding, decaying, and disappearing."
Buddhism A to Z "T": "'Earlier a disciple asked me, 'What is time?' I haven't any time. There is no time. Time is just each person's individual awareness of long and short; that is all. If you are happy every day, fifty years can go by and you won't feel it has been a long time. If one's life is very blissful, if one has no worries, anxieties, anger, or afflictions, one's entire life seems but a short time--the blink of an eye. Ultimately, time is nothing more than a distinction based upon each person's awareness. . . . (SS II 69)
Buddhism A to Z "T": "According to Mahayana Buddhist teaching, time is fundamentally unreal and is the product of distinction-making in the mind."
Aristóteles - Wikipédia: "Potência, ato e movimento
Toda vez que vejo uma santa ceia em lar humilde, sinto a vibração vermelha do cimento queimado com cera Bravo, sinto cheiro de hortelã tenra e cacos de azulejo, penso que nunca houve tal lugar – que nunca houve uma casa da avó. Quando estreito a temporalidade de toda a minha existência para o aqui-agora, eternamente presentificado, futuro e sobretudo o passado são obras ficcionais ou delírio. Ninguém se liberta do pingar dos segundos e bravos resistimos à la Prometeu.